Duna (2021, EUA)
Direção: Denis Villeneuve
Roteiro: Jon Spaihts, Denis Villeneuve, Eric Roth. Baseado na obra de Frank Herbert
Elenco: Timothée Chalamet, Rebecca Ferguson, Oscar Isaac, Jason Momoa, Zendaya.
Duração: 2h35
Sinopse: : Paul Atreides é um jovem brilhante, dono de um destino além de sua compreensão. Ele deve viajar para o planeta mais perigoso do universo para garantir o futuro de seu povo.
Belos efeitos especiais, boa atmosfera. Suntuosidade ao ponto. Este é Duna. O filme apresenta o ambiente de maneira paulatina, deixando o espectador se acostumar com a história apesar da sua complexidade. É difícil para quem nunca leu se acostumar com tantos nomes de termos, povos e lugares, no entanto a maneira como o diretor apresenta nos permite entender sem precisar lembrar para que as coisas façam sentido.
A história principal se pauta em Paul. Seu amadurecimento ocorre de uma forma diferente da clássica jornada do herói. Ele estuda o que precisa saber para desempenhar futuramente, apesar do seu pai tentar protegê-lo. O seu pai é traído e todo o reino vai à ruína. Paul escapa com sua mãe e seguem rumo ao seu destino de assumir um novo reino, pois é o que lhe foi destinado pelas gerações da família de sua mãe. Apesar de conseguir entender o poder e influência da família da mãe dele, não fica explícito para mim qual o papel delas na história como um todo. Quem são e porque agem assim.
A história tem um excelente trabalho de efeitos especiais, é crível do ponto de vista fantástico, é imersiva. As atuações são humildes porém aceitáveis para a história. A cenografia, direção de arte e fotografia estão adequadas. A música delineia com muito primor, afinal de contas Hans Zimmer sabe como operar bem a atmosfera com seu exímio trabalho. A percepção de tempo não torna a obra extenuante, porém as visões de Paul geram uma expectativa sobre o desenrolar dos eventos e em determinado momento se torna cansativo.
A experiência geral é satisfatória mas acredito que boa parte da essência e das discussões abordadas pelo livro foram excluídas para tornar a obra mais palatável já que a mesma conta com um glossário próprio. Apesar de estar bem executado, essa primeira parte não é memorável, é apenas bonita. Não sei até que ponto uma experiência satisfatória que não é memorável vale a pena. Mas de toda forma esse filme vale o tempo empregado.
Apesar de construir uma mistura interessante de ficção científica e horror psicológico sobrenatural, Hole in the Ground perde a mão com um roteiro óbvio e vazio apesar de bem filmado. Observa-se o interesse da A24 em investir na distribuição de material semelhante em tom a aquilo que já produz; no entanto com o foco somente em ambientação e qualidade técnica.