Le Comte de Monte-Cristo/ 2024 / França.
Direção: Matthieu Delaporte, Alexandre De La Patellière.
Roteiro: Matthieu Delaporte, Alexandre De La Patellière.
Elenco: Pierre Niney, Bastien Bouillon, Anaïs Demoustier
Duração: 2h 58 min.
Sinopse: Alvo de uma armadilha, o jovem Edmond Dantès (Pierre Niney) é preso no dia de seu casamento por um crime que não cometeu. Após quatorze anos na prisão da ilha de Château d’If, ele consegue fugir. Agora rico, ele assume a identidade do Conde de Monte Cristo e se vinga dos homens que o traíram.
Alexandre Dumas é um dos escritores mais importantes do século 19, quem sabe até da história, suas narrativas são constantemente homenageadas ou adaptadas ao longo dos anos. Suas histórias de “capa e espada” nos apresentaram intrigas da corte e alta sociedade francesa, e apresentam tramas urbanas que até hoje dialogam com os leitores. Uma de suas obras mais marcantes é “O Conde de Monte Cristo”, que cimentou a estrutura de vingança que vemos em diferentes mídias e narrativas. Esse clássico acaba de ganhar uma nova adaptação cinematográfica, permitindo que novas gerações conheçam o legado de Dumas.
Edmond Dantès é um marinheiro que após salvar uma jovem, acaba caindo em uma grande conspiração envolvendo seu antigo capitão, um promotor local e seu amigo de infância. Sendo preso durante seu casamento, Dantès é levado até uma distante prisão onde fica sabendo de um grande tesouro. Após sua fuga, assume a persona do Conde, encontra aliados e utiliza o tesouro para organizar sua vingança.
Eu nunca tive contato com outras adaptações ou o romance em si, sabia um pouco da trama por justamente ser um clássico, mas mesmo assim, esta adaptação foi uma ótima surpresa. O roteiro é intrigante e o telespectador mergulha no plano de vingança de Dantès, além de que as atuações são de um alto nível, muitas vezes deixando o público abismado perante um grande controle de expressões e emoções. A maneira como os personagens se expressam faz com que as quase 3h de filme passem de uma maneira bem fluida. Outro destaque vai para a trilha sonora, que consegue elevar o impacto de cenas importantes ao longo do filme.
“O Conde de Monte Cristo” possui muitos méritos e eleva o patamar de produções francesas para o mercado internacional, mas algo no filme me impede de classificá-lo como um grande filme. Alguns momentos do filme me peguei questionando pequenos detalhes que não chegam a incomodar, mas deixam o telespectador se perguntando como aquele elemento foi introduzido. Minha única ressalva vai para o excesso de saltos temporais, mesmo sabendo que é um recurso para dinamizar a trama, acho que caberia uma breve montagem com o que aconteceu durante esses espaços.
Portanto, mesmo com pequenos incômodos, “O Conde de Monte Cristo” é uma obra que deve ser prestigiada e é uma bela homenagem ao trabalho de um grande escritor.
\"O Urso do Pó Branco\" é um daqueles filmes absurdos, onde a violência é tão gratuita que nos tornamos imunes à mesma.