The Lord of the Rings: The War of the Rohirrim / 2024 / EUA, Japão.
Direção: Kenji Kamiyama.
Roteiro: Jeffrey Addiss, Will Matthews.
Elenco: Brian Cox, Gaia Wise, Miranda Otto.
Duração: 2h 14min
Sinopse: Um ataque repentino de Wulf, um implacável senhor Dunlending, força Helm Mão-de-Martelo e seu povo a fazer uma última resistência na antiga fortaleza de Hornburg. Encontrando-se em uma situação desesperadora, a filha de Helm lidera a resistência.
Tolkien é sem sombras de dúvidas um dos maiores escritores da história, suas obras ajudaram a moldar muito do que entendemos como alta fantasia e servem de inspiração para os principais nomes da indústria literária. Em 2001, o diretor Peter Jackson nos entregou a primeira parte do que seria a adaptação definitiva de sua principal obra, O Senhor dos Anéis. Uma produção que mesmo não sendo a primeira tentativa de adaptação, (Ralph Bakshi já tinha tentado emplacar uma versão animada) revolucionou o mercado de adaptações literárias e até hoje é uma recordista de premiações. Em seguida, houve uma outra visita a Terra Média com uma nova adaptação do Hobbit em 2012 (que também tem uma versão animada por Ralph Bakshi). Mas, em 2024 a aventura bate em nossas portas de novo. Dessa vez acompanhamos os bravos cavaleiros de Rohan, que enfrentam uma guerra para proteger suas terras de um inimigo familiar.
O Senhor dos Anéis: A Guerra dos Rohirrim, é uma animação que conta a história da guerra entre Helm Mão de Ferro e Wulf, o senhor das tribos selvagens. Nossa protagonista é Héra, a filha de Helm e amiga de infância de Wulf. Exímia cavaleira e combatente, é razão de orgulho para seu pai, porém, é vista como a portadora da linhagem e destinada ao matrimônio. Algo que rejeita firmemente e é interrompido devido a guerra entre seu pai e seu antigo amigo.
É impossível não fazer comparações com a trilogia de Peter Jackson, muito do que o público está familiarizado com Tolkien nas telas vem dessas obras. Estas que arriscaram e foram realizadas de maneira criativa, algo que faltou em Rohirrim. O filme ainda consegue empolgar e entreter o grande público, mas falta ousadia e inventividade em suas cenas. A história se apresenta de forma competente, porém, não nos apresenta grandes surpresas ou momentos épicos como nas outras adaptações tolkianas. A decisão de ser uma animação parecia que ia ser um grande diferencial para a obra, mas o resultado final parece uma estagnação temporal da indústria, algo que não condiz com o atual estado das animações de grandes orçamentos. Ela ainda é bela aos olhos, mas a direção de Kamiyama falha em nos apresentar ângulos ousados e momentos épicos.
Mesmo com algumas falhas, o filme possui acertos que fazem com que a experiência cinematográfica agrade ao público. A dublagem é excepcional, fazendo com que as emoções dos personagens atinjam os telespectadores de maneira impactante. E o mundo de Tolkien está bem representado na obra, nada no filme parecia fora do lugar e não houveram inserções artificiais. Na trilha sonora temos a volta de músicas célebres compostas por Howard Shore, que consegue trazer uma carga nostálgica e transporta o público para a Terra Média. Mas, um dos maiores pontos positivos desse filme, é o fato de que ele não se apoia em referências às adaptações passadas e genuinamente tenta entregar uma nova experiência.
\"Tempestade Ácida\" acaba sendo uma boa experiência, válida para o espectador, especialmente para aqueles interessados em temas ambientais e dramas intensos.