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PLANETA DOS MACACOS: O REINADO

Por: Val Oliveira

Kingdom of the Planet of the Apes, 2024, EUA
Direção:
Wes Ball
Roteiro: Patrick Aison, Josh Friedman, Rick Jaffa e Amanda Silver.
Elenco: Owen Teague, Freya Allan, Kevin Durand, Peter Macon, Eka Darville, William H. Macy.
Duração: 145 min.


Sinopse: Planeta dos Macacos: O Reinado realiza um salto no tempo após a conclusão da Guerra pelo Planeta dos Macacos. Muitas sociedades de macacos cresceram desde quando César levou seu povo a um oásis, enquanto os humanos foram reduzidos a sobreviver e se esconder nas sombras. Apesar de ser responsável pela segurança da nova geração de primatas evoluídos, muitos não conhecem os feitos de César. E é neste novo cenário que um líder macaco começa a escravizar outros grupos para encontrar tecnologia humana, enquanto um jovem macaco, que viu seu clã ser capturado, embarca em uma viagem para encontrar a liberdade, sendo uma jovem humana a chave para todos.



Muito se especulou sobre os rumos da cinessérie Planeta dos Macacos após a Disney adquirir a Fox. Quando foi anunciado que o estúdio iria começar uma nova saga, o receio é que a dramaticidade e seriedade que sempre permeou os filmes fosse substituído por tramas mais leves. Os 5 filmes originais tinha drama, uma certa dose de horror e niilismo que estava impregnado em praticamente todos os filmes de ficção do final dos anos 1960 e 1970. Após a fraca e esquecível tentativa dirigida por Tim Burton (2001), pensava-se que o universo “Ape” estava enterrado, até que chegou a fantástica trilogia, iniciada por Rupert Wyatt com “Planeta dos Macacos: A Origem” (2011), e que culminaria nos excelentes filmes dirigidos por Matt Reeves: “Planeta dos Macacos: O Confronto” (2014) e “Planeta dos Macacos: A Guerra” (2017). Reeves encerrou de forma brilhante a saga de Cesar, e com isso ficou no ar uma pergunta: o que vem a seguir?


O novo filme responde essa pergunta, com a trama se passando 300 de anos no futuro. O mundo está em ruínas, as florestas e matas tomam os antigos espaços onde existiam cidades, aeroportos, estradas. Nesse novo mundo, existem clãs de macacos que habitam lugares distantes, afastados uns dos outros, e com costumes e ensinamentos diferentes. Neste novo mundo, conhecemos Noa, que juntamente com amigos, escalam prédios antigos para coletarem ovos de águia, com a finalidade de passarem por um ritual de iniciação, onde criaram, assim como o restante de seu povo e seus ancestrais, águias como animais de estimação. Nesse novo mundo, os macacos já dominam a fala e são a espécie dominante. Os humanos involuíram, se tornando meras sombras do que eram (são chamados de ecos pelo povo de Noa). Não falam, agem como animais, usam farrapos como roupa, bebem água com outros animais e agem por instinto. Lembram os humanos do filme clássico de 1968 (que constantemente é citado, como quando os macacos pegam uma boneca com feições humanas e ela exclama “mamãe”; a caçada dos macacos aos humanos na florestas... Há tambem uma citação à serie de TV).
Quando o ovo que Noa iria usar em sua iniciação quebra, ele decide sair a noite para encontrar outro rapidamente, mas depara-se com outro clã de macacos bonobos, liderados por um gorila. Eles caçam uma humana em especial, que fora avistada por Noa. Sua aldeia é destruída, seu pai assassinado e seu clã levado como escravos.



Em sua jornada para encontrar seus pares, Noa encontra Raka, um orangotango que segue os dogmas de Cesar (“Unidos somos fortes. Macaco não mata macaco”...). Eles acabam encontrando a humana que o gorila e seu bando procuravam e descobrem que ela é diferente dos outros humanos: ela fala! E é a chave para o aumento do poder de Proximus, um ditador cheio de malicia que distorce a seu bel prazer os ensinamentos e a filosofia de Cesar. Proximus deseja armas e toda tecnologia que os humanos antigos esconderam num bunker militar e sabe que a humana é quem vai lhe proporcionar a forma de adentrar a fortaleza.



“Planeta dos Macacos: O Reinado” pretende ser o inicio de uma nova trilogia. Com seu final em aberto, que deixa diversos questionamentos sobre os humanos que ficaram em bunkers a salvo do vírus símio e o futuro da espécie e o convívio com os macacos, agora espécie dominante. Wes Ball é um bom diretor, que pegou a dura tarefa de levar adiante o que foi consolidado por Matt Reeves. Criou um universo crível, com cenários magníficos e cenas de ação impactantes, mas que carece de um protagonista como o Cesar. Por melhor que Noa seja enquanto personagem, ele não tem o carisma, o magnetismo de Cesar, que era interpretado (por captura de movimento, cortesia da Weta Digital) pelo ótimo Andy Serkis. Nesse ponto, o Proximus, de Kevin Durand leva vantagem. O filme não tem grandes momentos de apelo emocional e o terceiro ato carece de cenas e situações de maior impacto. A maior qualidade do filme são a aventura, as cenas de ação, que embora muito boas, não chegam no nível dos filmes de Matt Reeves e os cenários maravilhosos.


“Planeta dos Macacos: O Reinado” acaba sendo um bom ponto de partida para a nova saga, sendo uma aventura satisfatória com ótimos efeitos visuais que mantêm a qualidade de seus predecessores.


Resenhas
https://www.cinehorror.com.br/resenhas/planeta-dos-macacos-o-reinado?id=1148
| 801 | 09/05/2024
"Planeta dos Macacos: O Reinado" é um bom ponto de partida para a nova saga, sendo uma aventura satisfatória com ótimos efeitos visuais que mantêm a qualidade de seus predecessores.
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